sábado, 16 de julho de 2011


HIV/prevenção:

HIV/prevenção:

Fármacos para tratar HIV ajudam também a preveni-lo

Estudo norte-americano sugere que medicamentos utilizados para tratar pessoas infectadas pelo HIV/Sida ajudam a prevenir o contágio da doença quando tomados previamente. O anúncio foi feito ontem, durante os preparativos para a Conferência Mundial sobre Sida, em Roma.
A Organização Mundial de Saúde já veio afirmar que esta descoberta poderá ter um "enorme impacto" na luta contra a proliferação da doença.
O estudo veio consolidar investigações anteriores que indicavam que os fármacos usados para tratar a doença poderiam desempenhar um papel fundamental também na prevenção.
A descoberta foi obtida a partir de duas investigações executados em África e indicam que quando tomados diariamente, as drogas reduzem, de facto, o risco de infecção.
"É um grande avanço científico que confirma o papel essencial que a medicina anti-retroviral tem a desempenhar na resposta à SIDA ", comentou MichelSidibé, director executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, citado pela BBC.
Um dos ensaios clínicos realizados no âmbito deste estudo foi executado por equipas de investigadores da Universidade de Washington no Quénia e Uganda. Foram seguidos 5 mil casais, em que apenas um dos parceiros apresentava infecção pela doença. Aplicaram-se duas vias de medicação e ambas indicaram que a toma diária de medicamentos para o tratamento previne o risco de infecção entre 60 a 70 por cento.
Dados específicos do estudo serão divulgados na 6ª Conferência sobre Sida - Tratamento e Prevenção que terá lugar em Roma, Itália, entre os dias 17 e 20 de Julho.

@Nuno de Noronha
14 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Projecto Luz vai à praia!

O Projecto Luz vai à praia!

No próximo dia 30 de Julho, sábado, Voluntários do Projecto Luz estarão na praia de Carcavelos, às 9h00, identificados com t-shirts, distribuindo folhetos e falando com os veraneantes sobre a necessidade da prevenção em vários tipos de cancro: mama, ovários, linfomas, pele... Venha conhecer-nos e esclarecer as suas dúvidas! E porque é preciso prevenirmo-nos do sol, não esqueça o chapéu e o protector solar...

O Projecto Luz é uma Associação particular, sem fins lucrativos, independente de partidos políticos e de organizações religiosas, que tem como missão apoiar o doente oncológico. Trabalhamos em duas frentes:

1. O Apoio Especializado

O apoio directo a doentes desenvolve-se numa relação de proximidade doente-voluntário-família. Os voluntários que fazem parte da Associação Projecto Luz são pessoas que, pela sua experiência de vida, estão sensibilizadas para esta problemática. nas áreas profissionais de enfermagem oncológica e psicologia.

2. O Movimento Partilha

O Movimento Partilha é uma plataforma que junta pessoas.

Os “Padrinhos” são doentes em remissão que estão disponíveis para apoiar, orientar, conversar e dar esperança a novos doentes com a mesma patologia. Não se trata de um substituto das orientações médicas ou psicológicas dos profissionais.

Os “Afilhados” são doentes oncológicos com a doença activa. Beneficiam da experiência do Padrinho, colocando dúvidas e partilhando experiências, sabendo que existe quem tenha algumas das respostas aos momentos mais angustiantes pelos quais passa e que está sempre disponível.

O Projecto Luz / Movimento Partilha disponibiliza a plataforma onde estas duas necessidades se encontram.

Parabéns atrasados para mim :p


ihihihihiihihih ah pois é!!!!!
Parabéns a mim :) foi ontem dia 14 :p beijinhos a todos!

Voltei!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Blog de férias


 :o)

Isto tem estado paradito e aproveito para dar-lhe descanso :p volto logo!
Beijinhos e fiquem com os Anjos!!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

amiz023.jpg
 
Obrigado, pela sua amizade.
Obrigado, pela força
que você me dá.
Obrigado, pela alegria que sinto quando
estou conversando com você.
Obrigado, pela compreensão
que você tem por mim.
Enfim...!
São tantos OBRIGADOS, que aqui não caberia quase nada.

Obrigado por você ser essa
pessoa que você é!
E Obrigado pela força
que você me dá!!!

Te adoro!
Um enorme OBRIGADO por tudo que você faz por mim!
   

Vivemos com tumores cancerosos sem saber

(in Público)

A visão que os cientistas têm do cancro mudou. Antes, os tumores malignos eram vistos como aglomerados de células capazes de proliferar descontroladamente devido a mutações no seu ADN. Hoje, sabe-se que, para gerar doença, essas células precisam de interagir e comunicar com as células normais à sua volta. Agora, espera-se conseguir manipular essa complexa "rede social", esse microambiente subvertido pelo tumor, para pôr cobro ao cancro Por Ana Gerschenfeld

"A medicina", escreve o oncologista norte-americano Siddartha Mukherjee no seu recente livro The Emperor of All Maladies - A Biography of Cancer, "começa por contar uma história". E, no seu livro, Mukherjee tenta fazer um relato da evolução de um cancro do pulmão. Mas a sua história, tal como a do cancro da mama que relatamos já a seguir - e como a de muitos outros cancros -, possui ainda demasiadas lacunas, demasiada aleatoriedade, saltos inexplicados no enredo, personagens cujo papel não é claro, mudanças de cenário cujo sentido não é evidente, volte-faces inesperados e desenlaces demasiado dramáticos. Contudo, uma nova maneira de olhar para o cancro está a emergir.

Comecemos portanto por contar uma história: um belo dia de Primavera, S., uma mulher de 42 anos, faz uma radiografia de rotina ao tórax. Está de perfeita saúde, mas a radiografia faz parte do check-up a que o seu médico assistente a submete todos os anos.

Ao atravessar o seu seio esquerdo, um raio X atinge uma célula da parede interna do canal mamário, provocando a activação de um gene chamado "ERBB2". Até esse momento, o gene não tinha tido qualquer actividade, mas, uma vez activado, o ERBB2 começa a promover a proliferação da sua célula, que passa a dividir-se mais depressa do que as suas vizinhas. Passados uns tempos, forma-se um tumor microscópico, incipiente e, por enquanto, dormente.

Se S. morresse num acidente uns meses depois - atropelada por um carro, por exemplo - e se fosse feita uma autópsia, os médicos legistas ficariam surpreendidos ao descobrir este "cancro in situ".

Mas S. não sofre nenhum acidente, a autópsia não acontece e pode continuar a viver com o seu tumor virtualmente indetectável. S. gosta de fumar e o vício exige-lhe vários cigarros por dia. Anos mais tarde, esse mau hábito causa uma outra mutação nas células do seu tumor incipiente, activando um outro gene associado ao cancro, chamado "myc".

Entretanto, S. atingiu a menopausa e o seu organismo sofreu glandes perturbações, sempre sem manifestar problemas de saúde de maior. Quando S. chega aos 65 anos de idade, os desequilíbrios hormonais, que aumentam com a idade, acabam por atingir e inactivar parcialmente, numa das células do seu tumor (que está estacionário há mais de uma década), um gene chamado "p53", conhecido pela sua acção supressora de tumores. Passam-se mais alguns anos e o gene p53 dessa célula acaba por ficar totalmente inactivado - devido, talvez, à exposição a alguma toxina ambiental, através da alimentação ou de outra via. Libertado dos mecanismos que o mantinham adormecido, o tumor começa então a crescer e a invadir os tecidos adjacentes. Multiplicamse as mutações nas células cancerosas, que passam a fabricar elas próprias as substâncias de que precisam e continuam a proliferar.

Se S. fizesse agora uma mamografia, o seu tumor poderia ser detectado nesta fase precoce, em que ainda mede menos de três centímetros e não se espalhou ainda para outros órgãos. Mas S. não costuma ir regularmente ao ginecologista, a sua saúde nunca lhe deu problemas, já deixou de fumar há anos e considera que está em esplêndida forma. Até que uma manhã, enquanto se veste, S. sente uma massa no seu seio esquerdo. O tumor tornou-se palpável e já contém mais de mil milhões de células.

Após uma série de exames e análises, é-lhe diagnosticado um cancro da mama. Tem cinco centímetros de diâmetro, mas, felizmente, ainda não se espalhou para os gânglios linfáticos vizinhos. É administrada à doente uma combinação do arsenal anticancro actual: radioterapia, cirurgia, quimioterapia, para exterminar as células cancerosas até à última.

 
História sem fim

Nesta fase do seu desenvolvimento, o tumor já não é apenas um aglomerado de células cancerosas. Contêm também células normais - fibroblastos (que fabricam colagénio), células imunitárias convocadas pelo organismo para infiltrar e atacar o tumor, células envolvidas na inflamação gerada pelo tumor, etc. E também vasos sanguíneos, que lhe fornecem nutrientes e oxigénio. O tumor transformou-se num órgão aberrante,potencialmente letal, mas, mesmo assim, um órgão, com tudo o que isso implica em termos de complexidade. Por enquanto, contudo, trata-se de um tumor localizado no seio esquerdo.

Durante o tratamento do tumor, as células cancerosas continuam a dividir-se e, como são geneticamente muito instáveis, sofrem mais mutações. Uma dessas mutações, por acaso, torna uma célula resistente ao tratamento. Enquanto à sua volta as outras células cancerosas são destruídas pelos medicamentos citostáticos, esta escapa à morte e continua a proliferar. O tratamento acaba - mas o cancro não. As células resistentes adquiriram entretanto mais uma particularidade: conseguem deslocar-se.

A estrutura do canal mamário é assegurada por um tecido conjuntivo ou matriz extracelular. Agora, esta barreira natural vai ser literalmente burilada pelas células cancerosas móveis. Elas começam por se agarrar à matriz graças a certas proteínas e, uma vez bem seguras, usam outras substâncias para abrir buracos na sua estrutura. É por esses buracos que vão sair do tecido mamário em que nasceram e chegar ao fluxo sanguíneo. Viajando a partir daí para locais distantes, algumas delas conseguem invadir e colonizar novos tecidos. Uns meses mais tarde, uma TAC revela a presença de pequenos tumores nos ossos e nos pulmões de S.

O cancro tornou-se metastático. E o prognóstico torna-se reservado. A história de S. é fictícia. Mas é, em linhas gerais, a história de milhões de mulheres que já sofreram de cancro da mama. Pode não ser exactamente desta forma que o cancro se desenvolve, uma vez que os cientistas não desvendaram ainda os pormenores moleculares exactos que podem levar à doença. Mas trata-se de uma história baseada em resultados científicos recentes, que mostram até que ponto a visão que os especialistas têm do cancro tem evoluído nos últimos anos.

Cancro sem doença

Em 2004, surgiu na revista Nature um ensaio com o título "Cancro sem doença", da autoria de Judah Folkman (1933-2008) e do seu discípulo Raghu Kalluri, ambos especialistas de cancro da Universidade de Harvard. E, no início de 2011, num congresso organizado em homenagem a Folkman na Fundação Champalimaud, em Lisboa, Kalluri (que na altura era responsável pelo Centro do Cancro da fundação), evocou este surpreendente facto: muitos de nós vivemos com minúsculos tumores cancerosos sem o sabermos. "Trinta e nove por cento das mulheres com 40 a 50 anos de idade que morrem devido a outras causas e que são autopsiadas revelam tumores da mama in situ, lesões adormecidas que têm defeitos genéticos característicos das células cancerosas, mas que não progrediram para a doença." Algo parecido também se verifica nas autópsias de homens em relação à próstata. Mais: praticamente todas as autópsias a pessoas com 50 a 70 anos de idade revelam cancro in situ da tiróide.

No entanto - e apesar da assustadora história acima relatada -, apenas uma em cada oito mulheres irá sofrer um cancro da mama na sua vida. "O que é que faz com estes cancros nunca acordem?" perguntou Kalluri. "E como fazer para os mantermos nesse estado?" O primeiro cientista a imaginar uma forma de manter os cancros "dormentes" foi precisamente Folkman, que, em 1971, especulou que era possível asfixiar os tumores, impedindo que formassem novos vasos sanguíneos (a angiogénese). A proposta era de tal modo diferente das terapêuticas convencionais que foi muito mal recebida pela comunidade dos especialistas. Só seria definitivamente aceite em 1989. Entretanto, começou-se a perceber a genética do cancro. E, em 1982, Robert Weinberg, do MIT, e colegas, descobriram o primeiro gene do cancro ou oncogene - um gene chamado "Ras", que existe normalmente no ADN dos ratinhos, e também dos humanos - e que, quando é activado numa célula sob o efeito de uma certa mutação, faz com que ela se divida mais frequentemente.

O contexto faz a doença

Nos dez anos que se seguiram, a visão do cancro alterou-se ainda mais radicalmente.
Sabe-se agora que mesmo uma célula portadora de todo o tipo de mutações genéticas propícias ao aparecimento de um cancro não chega para gerar a doença.

Uma das grandes pioneiras desta ideia foi Mina Bissell, investigadora de origem iraniana emigrada para os EUA aos 17 anos e que trabalha no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley na Califórnia. Bissell dedica-se, desde os anos de 1980, ao estudo das interacções entre as células cancerosas do cancro da mama e aquilo a que os especialistas chamam o "microambiente" do tumor - ou seja, o contexto celular e molecular em que as células potencialmente cancerosas se desenvolvem. "Temos dez milhões de milhões de células no nosso corpo e o contexto é determinante para o efeito oncogénico", disse Bissell, que também esteve presente no congresso de Janeiro, em Lisboa. Com os seus colegas, Bissell criou um modelo tridimensional do cancro da mama num pratinho de laboratório e, em 1992, mostraram que, quando as células de um tumor da mama humano eram colocadas num microambiente in vitro normal, "'pensavam' que eram elas próprias normais e comportavamse como tal, apesar de todas as suas mutações". Basicamente, a conclusão espectacular que se impunha era que o cancro podia ser... reversível! Aparentemente, estas células delinquentes podiam ser "recuperadas", desde que estivessem rodeadas de um ambiente correcto e podiam ser reintegradas de novo com sucesso na sociedade biológica a que pertenciam.

De facto, as células cancerosas estão em diálogo constante com as células normais em seu redor e esse diálogo é determinante na progressão da doença - uma autêntica rede social do cancro. Mas o microambiente tumoral in vivo é algo de extremamente complexo, feito de diversos tipos de células e, ao mesmo tempo, mergulhado num caldo de substâncias bioquímicas que as células cancerosas induzem as células normais a fabricar em seu proveito. Substâncias como, por exemplo, as que favorecem, justamente, o crescimento dos vasos sanguíneos. "Existem interacções complexas entre as células cancerosas e o tecido normal em seu redor", explica Robert Weinberg ao P2, numa troca de emails. "À medida que o tumor se desenvolve, o tecido envolvente adquire o aspecto de uma ferida crónica, em constante cicatrização."

Acrescente-se a tudo isto que o cancro não é uma doença monolítica - tem manifestações diferentes conforme o órgão atingido e até de pessoa para pessoa - e o cenário com que se deparam os cientistas pode rapidamente tornar-se confuso e desalentador.

Cem doenças, uma doença

Para tentar pôr um pouco de ordem na esmagadora profusão de resultados díspares e por vezes contraditórios produzidos ao longo de décadas, Weinberg e Douglas Hanahan, do Instituto Suíço de Investigação Experimental do Cancro, publicaram, em 2000, um artigo na revista Cell que se tornou um clássico no meio. Intitulado Hallmarks of Cancer ("características distintivas do cancro"), fazia o ponto do que se sabia na altura sobre as características comuns a todos os cancros. E muito recentemente, em meados de Março, voltaram a fazer o mesmo exercício de sistematização, integrando os resultados da última década, e a publicar as suas conclusões na mesma revista. Segundo eles, as características comuns a todos os cancros são, em primeiro lugar, os seis que já tinham enumerado há 11 anos: auto-suficiência em factores de crescimento; insensibilidade aos factores anticrescimento; invasão dos tecidos e metástases; potencial ilimitado de replicação; crescimento contínuo de vasos sanguíneos; resistência à morte celular. A essas juntam agora a instabilidade genómica e a inflamação, que consideram ser características que propiciam o cancro. E, por último, duas características que têm emergido dos resultados mais recentes, mas que ainda não estão totalmente confirmadas: a fuga ao sistema imunitário e a reprogramação do metabolismo energético.

"Existem medicamentos aprovados ou experimentais contra todas estas características, mas os benefícios de praticamente todos eles são limitados pelo desenvolvimento de resistência", explicava Hanahan na altura da publicação. "A nossa hipótese, razoável mas incerta, é que, se conseguirmos lutar ao mesmo tempo contra várias delas (...), os benefícios clínicos para os doentes poderão ser maiores."

Uma das vias que a equipa de Weinberg está actualmente a estudar, lê-se no site do seu laboratório, tem precisamente a ver com a "rede social" do cancro: os processos moleculares que permitem que as células cancerosas "recrutem" células dos tecidos normais vizinhos - obrigando-as, em particular, a emitir substâncias que promovem o crescimento vascular. O outro tema da sua investigação bem poderia chamarse a última fronteira do cancro: os processos que levam à formação de metástases.

Invasão, colonização

A derradeira etapa da progressão do cancro - a formação de metástases em locais afastados do tumor primário e em tecidos diversos -permanece a mais misteriosa. O que não deixa de ser algo irónico, uma vez que as metástases são responsáveis por 90 por cento da mortalidade associada ao cancro. Weinberg distingue duas etapas neste processo: a invasão de um tecido por células cancerosas que conseguiram escapar do tumor inicial, atingir o fluxo sanguíneo e viajar pelo corpo fora; e a colonização dos tecidos atingidos, com formação de tumores em terrenos diferentes do inicial. Weinberg acredita estar-se à beira de perceber como se desenrola a primeira etapa, mas não tem certezas quanto à segunda. "Sabemos muitas coisas sobre a forma como as células cancerosas se deslocam do tumor primário para um local distante do corpo", explica ao P2, "mas ainda é pouco claro como fazem para sobreviver e proliferar num tecido distante." Quanto a saber se vai ser possível um dia, tal como perguntava Kalluri em Lisboa, manter os tumores microscópicos no estado dormente, Weinberg responde que, embora isso possa vir a ser possível no futuro, ainda não se sabe como o conseguir.

"Trata-se de um grande e complexo desafio, uma vez que, ao que tudo indica, as células cancerosas dormentes não são mais vulneráveis do que as células normais do organismo. Por isso, parece pouco provável que num futuro próximo consigamos matar essas células dormentes sem, ao mesmo tempo, causar grandes estragos nos tecidos normais.".

Resultados

Olá Meninas, boa noite!
O resultado da consulta é que: Paroxetina e Tamoxifeno nem mais um mês a tomar juntos. Tenho que falar com o Psiquiatra com urgência, tal como está na net são duas substâncias que não se podem juntar, andei 6 meses na corda bamba com o Tamoxifeno anulado :( graças a Deus que tudo correu bem!
O colesterol está alto isso já sabia assim como os valores da figadeira  mas este assunto é para ser a minha médica de familia resolver uma vez que foi ela a pedir as análises.
A menopausa pelas análises tudo indica que para lá caminho. Vamos aguardar um ano e se a menstruação continuar a aparecer ainda que de longe a longe temos que resolver o assunto!
Finalmente vou ter uma consulta de Cirurgia Plástica :) já foi o pedido agora é aguardar que entrem em contacto comigo. O concelho do meu Onco é não mexer na mama que fui operada uma vez que ele diz para ficar perfeita tem que se fazer múltiplas cirurgias :( então a solução é reduzir a mama boa.
E são estas as novidades :p continuo gorda com 10 kilos a mais o que me deixa triste :(((( agora com o desmame da Paroxetina pode ser que perca peso veremos!!!!
Beijinhos e obrigado pelas palavras no post anterior ;o)

Voltei para dizer que: vou fazer o desmame do anti-depressivo e espero passar bem sem precisar de outro a ver vamos!
E tal como da última consulta de Oncologia em Fevereiro acho... a menstruação apareceu :-0 nem a propósito arrggggggggggg

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Consulta de Oncologia


Amanhã tenho consulta de Oncologia no IPO .
Vai ser dia de esclarecimentos ora vim a descobrir pela net que, o Tamoxifeno e a Paroxetina não se devem juntar porque este último anula o primeiro.
Pois é!!!
Tenho andado este tempo desde Dezembro na corda bamba felizmente que a Mamo e Eco estavam bem. Quando tive a última consulta o Dr disse que ia estudar o caso desta mistura de medicamentos e que se houvesse alguma coisa telefonava-me coisa que não fez, como podem imaginar fiquei descansada até á duas ou três semanas atrás quando li um artigo que deixei aqui publicado para informar outras mulheres que estejam a passar pelo mesmo!
Veremos o que vai dar...beijinhos.

ihihhiihihihihhi deve estar zangado por causa de ser 2ª feira :p

Boa semana!

recados orkut


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Protecção Civil alerta para perigos do calor no fim-de-semana


22 de Junho, 2011

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) recomenda a ingestão de muitos líquidos, uma protecção solar adequada e utilização das praias fora das horas de maior calor devido às elevadas temperaturas previstas entre sexta-feira e dia 27.

Em comunicado, a ANPC alerta os idosos que vivem sozinhos, lembrando que estes são particularmente vulneráveis, e que os familiares e vizinhos devem estar atentos à ingestão de líquidos, particularmente água, e ao seu arrefecimento corporal.



Também os trabalhadores no exterior devem proteger-se devido ao perigo das temperaturas elevadas e da radiação Ultra-violeta.



A ANPC recomenda a utilização das praias e piscinas apenas antes das 11:00 ou após as 17:00, com aplicação de protector solar de duas em duas horas e ressalva que as crianças com menos de 6 meses não devem ser sujeitos a exposição solar.



Entre sexta-feira e dia 27 de Junho (segunda-feira) são esperadas temperaturas máximas que poderão situar-se entre os 35ºc e os 40ºc, particularmente nas Regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, estando associadas a estas o aumento dos níveis de radiação ultravioleta.



Todas as pessoas devem aumentar a ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, evitando as bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar. É também de evitar actividades que exijam esforços físicos e a exposição directa ao sol entre as 11:00 e as 17:00.



A ANPC alerta ainda para o aumento previsível dos incêndios florestais, tendo decidido activar o alerta Amarelo do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais entre as 12:00 de 23 de Junho e as 20:00 de 27 de Junho.



Segundo o Instituto de Meteorologia, durante os próximos dias o estado do tempo em Portugal Continental e na Madeira será «influenciado por uma massa de ar quente e seco, transportada na circulação de um anticiclone localizado a nordeste dos Açores».



Para quinta e sexta-feira, o IM prevê céu pouco nublado ou limpo e vento fraco. As temperaturas vão subir, prevendo-se uma subida mais acentuada para sexta-feira.



No fim-de-semana estará tempo quente, com céu geralmente limpo e uma subida da temperatura, que nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo e interior Sul poderá atingir valores próximos de 40 graus.



Segundo o IM, no fim-de-semana a temperatura mínima pode variar entre 18 e 24 graus, em particular na região Sul.



Lusa/SOL

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Tamoxifeno Tamoxan Tamoxifeno bula do medicamento

Neste folheto:

1. O que é Tamoxifeno Tamoxan e para que é utilizado

2. Antes de tomar Tamoxifeno Tamoxan

3. Como tomar Tamoxifeno Tamoxan

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Tamoxifeno Tamoxan

6. Outras informações





FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR



Tamoxifeno Tamoxan 10 mg comprimidos

Tamoxifeno Tamoxan 20 mg comprimidos



Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento podeser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

- Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitossecundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.



Neste folheto:









1. O QUE É TAMOXIFENO TAMOXAN E PARA QUE É UTILIZADO



O tamoxifeno pertence ao grupo farmacoterapêutico dos medicamentos antiestrogénios.

Tamoxifeno Tamoxan está indicado no tratamento do cancro da mama.









2. ANTES DE TOMAR TAMOXIFENO TAMOXAN



Não tome Tamoxifeno Tamoxan:



- se tem alergia (hipersensibilidade) ao tamoxifeno ou a qualquer outro componente de

Tamoxifeno Tamoxan.

- se está grávida, pensa em engravidar ou se está a amamentar.



Tamoxifeno Tamoxan não deve ser administrado a crianças.



Tome especial cuidado com Tamoxifeno Tamoxan:



Aconselhe-se com o seu médico sobre as medidas contraceptivas que deverá tomar,pois algumas poderão ser afectadas por Tamoxifeno Tamoxan.



Deverá consultar o seu médico imediatamente se pensa ter engravidado durante otratamento com Tamoxifeno Tamoxan.



Deverá informar imediatamente o seu médico se verificar hemorragias vaginaisanormais ou outros sintomas ginecológicos (como dor pélvica ou pressão) durante operíodo de tratamento com Tamoxifeno Tamoxan, ou mesmo após a sua paragem, poispoderão ocorrer alterações graves no endométrio (parede do útero), nomeadamentecancro.



Se for hospitalizada, informe o pessoal médico de que está a receber Tamoxifeno

Tamoxan.



Ao tomar Tamoxifeno Tamoxan com outros medicamentos:



Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentementeoutros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Emparticular, deverá informá-lo se estiver a tomar anticoagulantes como a varfarina (paraprevenir coágulos sanguíneos).



Tamoxifeno Tamoxan não deve ser tomado com inibidores da aromatase, tais como,anastrozol, letrozol e exemestano.



Gravidez e aleitamento



Não deverá engravidar durante o tratamento com Tamoxifeno Tamoxan ou durante osdois meses após a interrupção do tratamento.



Condução de veículos e utilização de máquinas:



Os seus comprimidos não deverão afectar a sua capacidade de conduzir ou utilizarmáquinas.



Informações importantes sobre alguns componentes de Tamoxifeno Tamoxan:



Tamoxifeno Tamoxan contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que temintolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.



Tamoxifeno Tamoxan 20 mg contém o corante Ponceau 4R, que pode causar reacçõesalérgicas.









3. COMO TOMAR TAMOXIFENO TAMOXAN



Tome Tamoxifeno Tamoxan sempre de acordo com as indicações do médico. Fale como seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.



A dose habitual é de 20 mg a 40 mg diários para o tratamento do cancro da mama.



Tamoxifeno Tamoxan é tomado normalmente uma ou duas vezes por dia.



Tome o comprimido inteiro com o auxílio de água.



Tente tomar o seu comprimido à mesma hora de cada dia.



Não pare de tomar os comprimidos se se estiver a sentir bem, a não ser que o seumédico o recomende.







Se tomar mais Tamoxifeno Tamoxan do que deveria:



Tamoxifeno Tamoxan pode estar associado com alterações do electrocardiogramaquando tomado em doses superiores à dose máxima recomendada para o tratamento docancro da mama. Apesar da maioria das doentes não apresentar sintomas, estasalterações podem, em casos raros, estar associadas a alterações do ritmo cardíaco, o quepoderá ser fatal.

Se tomar vários comprimidos de uma só vez deve contactar o seu médico ou hospitalmais próximo.



Caso se tenha esquecido de tomar Tamoxifeno Tamoxan:



Deverá tomar Tamoxifeno Tamoxan conforme receitado pelo seu médico. Contudo, sese esquecer de uma dose, tome-a logo que se lembre. Não tome uma dose a dobrar paracompensar uma dose que se esqueceu de tomar.









4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS



Como todos os medicamentos, Tamoxifeno Tamoxan pode causar efeitos secundários,no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.



Informe o seu médico se algum dos seguintes efeitos secundários a incomodar oupersistir:

- Afrontamentos

- Perturbações menstruais

- Hemorragia vaginal

- Alterações no endométrio (parede do útero) que poderão causar hemorragia vaginal

- Fibróides (aumento do útero) que poderá ser detectado por desconforto pélvico ouhemorragia vaginal

- Cancro do endométrio ou útero

- Prurido vulvar

- Secreções vaginais

- Perturbações gastro-intestinais (incluindo náuseas e vómitos)

- Dores de cabeça



- Tonturas

- Retenção de líquidos (manifestado por tornozelos inchados)

- Trombocitopenia (nódoas negras com mais facilidade)

- Hipertrigliceridemia (aumento dos níveis de gorduras no sangue) por vezesacompanhada de pancreatite (dor ou amolecimento do abdómen)

- Erupções cutâneas

- Queda de cabelo

- Certos problemas de fígado, nomeadamente icterícia (coloração amarela da pele e dosolhos)

- Perturbações da visão

- Casos de doenças do nervo óptico foram reportados em doentes tratadas comtamoxifeno e, num reduzido número de casos, ocorreu cegueira.

- Dificuldades da visão provavelmente devido a cataratas, modificações da córnea ouproblemas na retina

- Quistos nos ovários (principalmente nas mulheres antes da menopausa)

- Aumento do risco de formação de coágulos sanguíneos

- Inflamação dos pulmões que pode apresentar sintomas idênticos aos da pneumonia,tais como, dificuldade em respirar e tosse.

- Cãibras musculares

- Fraqueza súbita ou paralisia dos braços ou pernas, dificuldade súbita em falar,dificuldade em segurar objectos ou dificuldade em pensar; qualquer uma destassituações poderá ocorrer quando há uma redução no fornecimento do sangue atravésdos vasos sanguíneos do cérebro. Estes sintomas podem ser sinais de um acidentevascular cerebral.

No início do tratamento poderá ocorrer um agravamento dos sintomas do cancro damama assim como um aumento da dor e/ou um aumento do volume dos tecidosafectados. Deverá informar o seu médico sempre que sentir náuseas intensas, vómitosou sede excessiva. Estes sintomas poderão indicar possíveis alterações na quantidade decálcio no sangue e o seu médico poderá ter necessidade de lhe realizar análises aosangue.



Não fique alarmado com a lista dos possíveis efeitos do medicamento. Poderá nãoexperimentar nenhum deles.



Se alguns dos efeitos secundários a incomodar ou se sentir quaisquer efeitossecundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.



PARE DE TOMAR Tamoxifeno Tamoxan e consulte imediatamente o seu médico setiver alguma das seguintes situações:

- Dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da cara, lábios, língua e/ou garganta.

- Inchaço da cara, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade emengolir.

- Mãos, pés e tornozelos inchados.

- Comichão intensa na pele (com inchaços ou protuberâncias).











5. COMO CONSERVAR TAMOXIFENO TAMOXAN



Manter fora do alcance e da vista das crianças.



Não conservar acima de 25ºC. Conservar na embalagem de origem.



Não utilize Tamoxifeno Tamoxan após o prazo de validade impresso na embalagemexterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.



Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.

Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.









6. OUTRAS INFORMAÇÕES



Qual a composição de Tamoxifeno Tamoxan:



- A substância activa é o citrato de tamoxifeno.

- Os outros componentes são:

Tamoxifeno Tamoxan 10 mg comprimidos – amido de milho, amido de milho seco,lactose mono-hidratada, povidona e estearato de magnésio.

Tamoxifeno Tamoxan 20 mg comprimidos – amido de milho, amido de milho seco,lactose mono-hidratada, povidona, estearato de magnésio e Ponceau 4R.



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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpo de Cristo

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.


É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

[editar] História


Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005.A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.



O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.



Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.



A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.



O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.



A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Neste Sacramento, no momento da Consagração, ocorre a transubstanciação, ou seja, o pão se torna carne e o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.



Corpus Christi é celebrado 60 dias após a páscoa. Podendo cair entre 21 de maio e 24 de junho

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Cirurgia repõe nódulos linfáticos retirados de axilas

Alguns dos melhores cirurgiões plásticos dos EUA se reuniram em Manhattan, no mês passado, para observar uma operação experimental que pode curar o linfedema, complicação séria no tratamento do câncer de mama.

Enquanto alguns cirurgiões se aglomeravam em uma sala de Nova York, outros assistiam à transmissão ao vivo do vídeo de Corine Becker, médica francesa pioneira na técnica. Ela recolhe gânglios linfáticos da virilha do paciente e os transplanta para as axilas, de onde tinham sido removidos mais cedo durante o tratamento do câncer.

Becker alerta que extrair muito tecido pode machucar o paciente e até causar linfedema em outro membro.

Esse procedimento inovador --chamado de transferência autóloga de nódulo linfático vascularizado-- é usado para tratar o linfedema, efeito colateral comum do tratamento do câncer de mama.

Acredita-se que a remoção dos nódulos linfáticos debaixo dos braços, o mais próximo da área afetada, é capaz de deter o avanço do câncer.

Novas pesquisas, no entanto, sugerem que esse procedimento pode ser evitado em muitos casos. A perda de nódulos linfáticos normalmente leva a inchaços e dores crônicas no braço.

Na nova cirurgia experimental, os nódulos linfáticos que faltam são substituídos com outros, transplantados de outras partes do corpo. Se tudo sair como o esperado, os novos linfonodos ficam "em casa", começando a filtrar resíduos e drenar fluidos que se acumularam no braço.

Apesar disso, a operação é controversa e tem riscos. Embora tenha sido registrada a cura de alguns pacientes e a melhora de muitos outros, ela é pouco realizada.

Até seus defensores propõem que ela deva ser reservada a pacientes que não respondem ao tratamento convencional.

O primeiro teste clínico da técnica está sendo realizado agora em Nova York. Apesar da ausência de dados conclusivos sobre o sucesso, a demanda pelo procedimento certamente irá crescer.

Alguns estudos sugerem que o linfedema se desenvolva, dentro de cinco anos, em até 40% das mulheres que se submetem à cirurgia contra câncer de mama.
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