segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

EFEITOS SECUNDÁRIOS DO TRATAMENTO

Tendo em consideração que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento, e qual a melhor forma de os controlar.

CIRURGIA

A cirurgia causa dor, a curto prazo, e "sensibilidade" aumentada, na zona da operação. Antes da cirurgia, deve falar com o médico acerca do controlo da dor. Qualquer tipo de cirurgia tem, também, algum risco de infecção, perda de sangue ou outros problemas. Se desenvolver qualquer tipo de problema, deve informar de imediato o médico.
A remoção de uma mama, ou de ambas, pode fazer com que se sinta desequilibrada, especialmente se a mama era grande; este desequilíbrio pode causar desconforto, no pescoço e nas costas. Pode, ainda, sentir a pele "repuxada", na zona onde foi removida a mama. Os músculos do braço e ombro podem sentir-se tensos e fracos, embora estes problemas sejam, geralmente, temporários. O médico, enfermeiro ou fisioterapeuta podem recomendar alguns exercícios para que sejam readquiridos os movimentos e força, no braço e ombro do lado onde foi retirada a mama.
Tendo em conta que durante a cirurgia, os nervos podem ser cortados ou feridos, pode sentir alguma dormência e comichão no peito, axila, ombro e braço. Esta sensação desaparece, geralmente, ao fim de algumas semanas ou meses, embora em alguns casos a dormência possa nunca desaparecer.

EDEMA LINFÁTICO

A remoção dos gânglios linfáticos axilares torna mais lento o fluxo do fluido linfático, ou linfa. Este líquido pode, então, acumular-se no braço e na mão, provocando inchaço, ou edema linfático, no lado onde foram retirados os gânglios axilares. Este problema pode surgir logo após a cirurgia ou meses, e até anos, mais tarde. É preciso ser prudente e proteger o braço, e mão, do lado tratado, para o resto da vida. Como cuidados essenciais, deverá:
  • Evitar vestir roupa justa
  • Evitar utilizar jóias no braço afectado
  • Andar com a carteira ou qualquer bagagem na outra mão
  • Evitar qualquer tipo de ferida ou corte na axila, no braço ou na mão
  • Fazer análises clínicas, levar injecções e medir a tensão arterial no braço não afectado
  • Usar luvas para proteger as mãos, sempre que jardinar e quando usar detergentes mais agressivos
  • Evitar quaisquer queimaduras, mesmo as provocadas pelo sol, no braço e mão afectados
Deve perguntar ao médico o que fazer no caso de se cortar, se for picada por um insecto, se sofrer uma queimadura solar ou qualquer outra ferida, no braço e mão afectados. Deverá, ainda, contactar o médico se ferir essa mão ou braço, se houver inchaço ou se ficarem vermelhos, e/ou com uma sensação de calor local.
Em caso de edema linfático, o médico pode sugerir exercícios específicos ou outra forma de lidar com o problema. Por exemplo, algumas pessoas com edema linfático, usam uma manga elástica, para melhorar a circulação linfática. O médico pode, ainda, sugerir outras abordagens, com recurso a medicação, drenagem linfática manual (massagem), ou utilização de uma máquina que massaja suavemente o braço. Poderá ser vista por um fisioterapeuta, ou outro médico especialista.

RADIOTERAPIA

Durante a radioterapia, pode sentir-se cansada, especialmente com o avançar do tratamento. Esta sensação pode, ainda, continuar durante algum tempo após o tratamento ter terminado. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível.
Também é comum que a pele, na zona tratada, se torne vermelha, seca, sensível e que sinta alguma comichão. Estes problemas desaparecerão com o tempo. No fim do tratamento, a pele pode apresentar um aspecto húmido. É importante expor essa zona ao ar, tanto quanto possível, para ajudar a pele a sarar.
Atenção à roupa interior: os soutiens , e outro tipo de roupa, podem roçar na pele e causar irritação; neste período, deverá usar roupa folgada de algodão. Também é importante a utilização de produtos suaves na pele; como tal, deve perguntar ao médico quais os produtos mais adequados, antes de usar quaisquer desodorizantes, loções ou cremes, na área tratada.
Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele.

QUIMIOTERAPIA

Tal como a radiação, a quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas. Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:
  • Células do sangue: estas células ajudam a "combater" as infecções, ajudam o sangue a coagular, e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer "nódoas-negras" (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
  • Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes.
  • Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.
Alguns fármacos anti-cancerígenos podem, ainda, afectar os ovários; se deixar de haver produção de hormonas pelos ovários, poderá apresentar sintomas de menopausa, tal como afrontamentos e secura vaginal. Os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou mesmo parar podendo, ainda, ficar infértil, ou seja, incapaz de engravidar. Se tiver idade igual ou superior a 35 anos, é provável que a infertilidade seja permanente; por outro lado, se permanecer fértil durante a quimioterapia, a gravidez é possível. Como não são conhecidos os efeitos secundários da quimioterapia no feto, antes de iniciar o tratamento deverá sempre falar com o médico, relativamente à utilização de métodos contraceptivos eficazes.
Os efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo, são raros; ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.

TERAPÊUTICA HORMONAL

Os efeitos secundários da terapêutica hormonal dependem, principalmente, do próprio fármaco ou do tipo de tratamento. Nem todas as mulheres que fazem hormonoterapia apresentam efeitos secundários; em geral, estes efeitos são semelhantes a alguns sintomas da menopausa: afrontamentos e possível corrimento vaginal. Algumas mulheres apresentam períodos menstruais irregulares, dores de cabeça, fadiga, náuseas e/ou vómitos, secura vaginal ou comichão, irritação da pele em volta da vagina e erupção cutânea.
Se ainda for menstruada, durante o tratamento poderá ficar grávida, o que pode ser nocivo para o feto. Antes de iniciar o tratamento, deverá falar com o médico, relativamente à utilização de métodos anti-concepcionais eficazes.
É raro surgirem efeitos secundários graves. No entanto, pode provocar coágulos (ou trombos) de sangue nas veias, essencialmente nas pernas e nos pulmões. Num pequeno número de mulheres, alguns tratamentos com hormonoterapia podem aumentar ligeiramente o risco de enfarte do miocárdio. Podem, ainda, aumentar o risco de vir a ter cancro no endométrio, ou seja, no revestimento da parede muscular do útero. Qualquer perda anormal de sangue vaginal, deverá ser sempre comunicada ao médico; poderá ser necessário fazer um exame pélvico, ou mesmo uma biópsia, no revestimento do útero, bem como outros exames.
Se a terapêutica hormonal consistir em cirurgia, para remoção dos ovários, poderá entrar de imediato na menopausa. Neste caso, é provável que os efeitos secundários sejam mais graves, ou mais acentuados, comparativamente à menopausa natural. O médico pode sugerir um método eficaz de lidar com estes efeitos secundários.

IMUNOTERAPIA

No tratamento do cancro da mama HER2 positivo (20-30% de todos os casos de cancro da mama), existe um tratamento específico com um anticorpo monoclonal. Os efeitos secundários mais frequentes, durante o primeiro tratamento, são febre e arrepios. Outros efeitos possíveis são dor, fraqueza, náusea, vómitos, diarreia, dor de cabeça, dificuldade respiratória e erupções cutâneas. Regra geral, estes efeitos secundários tornam-se menos graves, depois do primeiro tratamento. Podem, ainda, surgir problemas cardíacos que, em alguns casos, podem levar a insuficiência cardíaca. Também os pulmões podem ser afectados, provocando problemas respiratórios que podem necessitar de cuidados médicos imediatos. Antes de iniciar o tratamento, o médico deverá verificar se apresenta problemas cardíacos ou pulmonares. Durante o tratamento, o médico deverá estar atento a sinais ou sintomas de problemas cardíacos ou respiratórios.

http://www.roche.pt/sites-tematicos/infocancro/index.cfm/tipos/cancro-da-mama/cdm-efeitos-secundarios/

Na sexta feira estava tão stressada que não me apeteceu escrever nada!
Esperei pela consulta de Onco uma hora e meia e pela Dra Inês duas horas :( isto mais as horas que cheguei mais cedo...foi para esquecer!
Tive consulta de Oncologia no IPO  pouco foi feito, com a reconstrução das mamas só deu para auscultar o coração e os pulmões. O Dr assim que viu as cicatrizes não quis mexer, como é óbvio.
Mamografia ainda não posso fazer. Queria que fizesse uma eco-vaginal mas disse-lhe que fiz uma em Agosto, mandou-me levar as análises que fiz para o Endocrinologista uma vez que provam que não estou na menopausa, o que era suposto estar :( 
Sendo assim... é muito provável que venha a tomar as ditas injecções mensais para induzir o aparelho reprodutor em menopausa. Amanhã vou lá para o Dr Alberto me ver e aproveito para entregar ao Oncologista os exames.

omedo

Até completarmos os 5 anos para que sejamos diagnosticadas curadas, temos que aprender a conviver com o pavor e o medo da reincidência, pois mesmo tendo sido operadas e feito os tratamentos indicados, o câncer pode voltar. Seja na mesma mama caso não tenha sido completamente retirada ou na outra mama.
A ansiedade e o temor pela espera dos resultados no período dos exames de controle são completamente esperados e compreensíveis. Até porque, a cada resultado negativo, é uma vitória.
Quem já viveu esse drama sabe que mesmo após os 5 anos, a cabeça ainda pensa que um dia seu corpo possa traí-la novamente com um diagnóstico positivo.
Podemos dizer que o câncer de mama e todo o processo que envolve o seu tratamento representam um trauma psicológico para a maioria das mulheres, pois nos vemos de uma hora para outra, obrigadas a conviver com a perda da vida que julgávamos ser normal.
Convivemos com as alterações corporais, as limitações e nos vemos obrigadas a replanejar metas, sonhos e projetos.
O que não podemos nos esquecer nunca é que uma postura positiva só nos traz coisas boas, que apesar de tudo isso estamos VIVAS e o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a novas situações.
Não podemos descartar que todos esses medos, anseios e novas rotinas muitas vezes nos evidenciam a importância de termos um apoio psicológico para lidarmos e aceitarmos melhor a condição que nos encontramos agora. Seja com um psicólogo particular que determinará que tipo de combinação de diversas técnicas e estratégias serão utilizadas na condução das sessões ou seja buscando  grupos de apoio com outras pessoas que se passaram pelo problema e se identificarão com as dúvidas e questionamentos do paciente.
Até completarmos os 5 anos para que sejamos diagnosticadas curadas, temos que aprender a conviver com o pavor e o medo da reincidência, pois mesmo tendo sido operadas e feito os tratamentos indicados, o câncer pode voltar. Seja na mesma mama caso não tenha sido completamente retirada ou na outra mama.
A ansiedade e o temor pela espera dos resultados no período dos exames de controle são completamente esperados e compreensíveis. Até porque, a cada resultado negativo, é uma vitória.
Quem já viveu esse drama sabe que mesmo após os 5 anos, a cabeça ainda pensa que um dia seu corpo possa traí-la novamente com um diagnóstico positivo.
Podemos dizer que o câncer de mama e todo o processo que envolve o seu tratamento representam um trauma psicológico para a maioria das mulheres, pois nos vemos de uma hora para outra, obrigadas a conviver com a perda da vida que julgávamos ser normal.
Convivemos com as alterações corporais, as limitações e nos vemos obrigadas a replanejar metas, sonhos e projetos.
O que não podemos nos esquecer nunca é que uma postura positiva só nos traz coisas boas, que apesar de tudo isso estamos VIVAS e o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a novas situações.
Não podemos descartar que todos esses medos, anseios e novas rotinas muitas vezes nos evidenciam a importância de termos um apoio psicológico para lidarmos e aceitarmos melhor a condição que nos encontramos agora. Seja com um psicólogo particular que determinará que tipo de combinação de diversas técnicas e estratégias serão utilizadas na condução das sessões ou seja buscando  grupos de apoio com outras pessoas que se passaram pelo problema e se identificarão com as dúvidas e questionamentos do paciente.

(retirado da net)
reconstrucao

Após todo o trauma que a retirada da mama pode ocasionar, é hora de pensar num recomeço.
Apesar de muitas mulheres se oporem a cirurgia de reconstrução, ela tem um papel muito importante não só no aspecto emocional e psicológico, quanto no aspecto de alinhamento e harmonização do próprio corpo, que dependendo do tamanho da mama retirada, começa a apresentar desvios posturais ocasionados pelo desequilíbrio de peso em função da falta da mama.
TIPOS DE TÉCNICAS EMPREGADAS PARA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA
RECONSTRUÇÃO COM MÚSCULO RETO DO ABDOMEM (retalho TRAM)
O retalho TRAM permite a reconstrução do volume e da forma da nova mama com a transferência, através de um túnel subcutâneo, de uma elipse de pele, gordura e músculos abdominais infra-umbelicais para a região da mastectomia. Para garantir o aporte sanguíneo, podem ser usados um ou ambos os músculos retos do abdome.
Ao final da cirurgia, haverá cicatrizes abdominais, semelhantes às de uma abdominoplastia tradicional e, em muitos casos, exige-se o uso de uma tela sintética que reforça a parede do abdome e evita a perda de força e o surgimento de hérnia abdominal. Podem ocorrer hematomas, seromas, flacidez e hérnia abdominal ou necrose dos retalhos.
O retalho TRAM é indicado para casos de reconstrução mamária em que seja necessário repor grandes perdas de pele e de cobertura torácica e/ou quando se deseja uma mama com volume maior. Por isso, o pré-requisito para a sua utilização é a existência, na paciente, de  uma área doadora abdominal com volume suficiente.
RETALHO DO MÚSCULO, RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA COM GRANDE DORSAL
O retalho do músculo grande dorsal é outra opção para a reconstrução da mama, embora exija a utilização de um implante de silicone para que se dê volume a essa nova mama. O retalho é transferido e posicionado no tórax da paciente para que se corrija a perda cutânea e se dê volume à mama.
A cirurgia produz uma incisão nas costas, que provoca uma cicatriz permanente, muitas vezes difícil de ser dissimulada pela roupa íntima ou de praia. As complicações e limitações são semelhantes às do retalho TRAM. Esta técnica é segura, com ótimos resultados.
EXPANSORES DE PELE
Na reconstrução da mama com expansor  temporário de pele utiliza-se uma bolsa de silicone que, ao ser insuflada com soro fisiológico periodicamente, permite a distensão da pele e do músculo peitoral. Isso cria espaço para um posterior implante permanente de silicone. A segunda etapa, na qual se faz a inclusão do implante, é realizada após um período que varia de três a seis meses.
A colocação do expansor pode ocorrer durante a mastectomia ou tardiamente, de três a nove meses após.
Outro tipo de reconstrução utiliza um expansor chamado de “permanente”. Um implante de silicone é distendido através de uma válvula remota, por onde se injeta soro fisiológico para provocar aumento de volume. Esta é uma técnica limitada, que não se adequa a todos os casos. Embora se busque, com ela, reduzir o número de cirurgias, podem ser necessárias cirurgias complementares para aperfeiçoamento do resultado final.
Podem ocorrer hematomas, seromas, contratura capsular e expulsão do expansor ou do implante de silicone.
RECONSTRUÇÃO IMEDIATA COM PRÓTESES
Embora haja um aumento dos casos de câncer de mama diagnosticados precocemente, e um aumento do número de mastectomias profiláticas, a reconstrução de mama com a inclusão imediata de implante de silicone ainda é limitada.
A aplicação desta técnica depende da permanência de pele excedente, de uma boa quantidade de tecido subcutâneo e da presença do músculo grande peitoral, ou do uso de um retalho lateral torácico dorsal.
Esta técnica não é empregada com freqüência, pois o resultado final poderá ser insuficiente caso o implante não seja adequadamente coberto e isolado da pele.
O tipo de implante depende da indicação do cirurgião, e será escolhido entre aqueles com cobertura texturizada ou de poliuretano.
Podem ocorrer hematomas, seromas, contratura capsular e expulsão do implante de silicone.
RECONSTRUÇÃO DO COMPLEXO ARÉOLO-MAMILAR (CAM)
Esse procedimento é realizado semanas após a reconstrução da mama. Há várias técnicas para de reconstrução do mamilo através de retalhos locais ou de enxerto de parte do mamilo da mama remanescente. A aréola também pode ser reconstruída com enxerto de pele da raiz da coxa ou por tatuagem.
TRATAMENTO MAMA OPOSTA ÀQUELA MASTECTOMIZADA
A mama contra-lateral àquela mastectomizada poderá ser tratada, tendo como objetivo a simetrização com a mama reconstruída, através de uma mastopexia, mamoplastia de redução ou de aumento com inclusão de implante de silicone mamário.
A mama contra-lateral àquela mastectomizada poderá ser tratada com o objetivo de simetrizá-la com a mama reconstruída. O tratamento pode consistir em mastopexia ou em mamoplastia de redução ou de aumento – neste caso, com inclusão de implante de silicone mamário.
A cirurgia é executada em um segundo momento, alguns meses após, nos casos de reconstrução mamária com os retalhos miocutâneos ou de expansor de pele.
Em alguns casos selecionados, como naqueles em que seja encontrada alguma patologia na mama oposta ou em que haja história familiar ou alterações genéticas BRCA 1 e 2 positivos, poderá ser discutida a realização de uma mastectomia profilática.
Todas as informações constantes desta página são fornecidas para instrução do paciente, apenas. Não são conselhos médicos específicos e não pretendem substituir a relação formal médico-paciente.
Os pacientes são diferentes e não fazem as mesmas escolhas. Os tecidos também variam de pessoa para pessoa e, assim, nem todos os pacientes terão os mesmos resultados.

(retirado da net)

domingo, 22 de janeiro de 2012

As novas terapias contra o cancro (c/Fotos) 



LEIA A REPORTAGEM NA VISÃO QUE ESTÁ NAS BANCAS



Ler mais:
http://aeiou.visao.pt/as-novas-terapias-contra-o-cancro-cfotos=f643417#ixzz1kEWztjjG

Assine

Petição Os doentes oncológicos não devem pagar taxas moderadoras

Senhor Ministro da Saúde

Cobrar taxas moderadoras a doentes oncológicos é um CRIME. Os doentes oncológicos não têm culpa da sua doença, nomeadamente as doentes com cancro no colo do útero, entre outros. O já ser portador de cancro é doloroso quer para o doente quer para sua família. O Sr. não pode saber o que é, pois se soubesse não tomava esta medida criminosa.

Exigimos de imediato a suspensão desta medida.

Os signatários

Tratamento inovador de radioterapia

Tratamento inovador de radioterapia

Novo equipamento permite aumentar as doses de radiação sem prejudicar órgãos saudáveis

O serviço de radioterapia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto iniciou um tratamento inovador utilizado nos hospitais de referência em todo o mundo.

Este serviço, inaugurado em 2011, é o maior da Península Ibérica. Conta com equipamentos de vanguarda que permitem a introdução de novas técnicas, tornando os tratamentos mais eficazes, com maior qualidade e com menos efeitos secundários para os doentes.

Um dos tratamentos inovadores agora disponíveis é o RapidArc. Consiste num avanço tecnológico que permite aumentar as doses de radiação de forma mais específica, sem prejudicar órgãos e tecidos saudáveis envolventes e aumentando a precisão. Este tratamento permite uma melhor delimitação do local a irradiar, direcionando de forma mais precisa a dose de radioterapia. O tratamento torna-se mais rápido e mais preciso, permitindo que o doente fique menos tempo imobilizado.


A responsabilidade editorial desta informação é da revista

(retirado do Sapo)
Mensagens de boa noite, imagens, frases, recados de boa noite

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ao fim de oito dias tirei o dreno. O que aconteceu foi...quando me foi retirado os pensos e as fitas dos pontos, ao puxar veio atrás uma crosta que fez sangrar depois disso começou a drenar um pouco. Telefonei pra lá ontem e mandaram-me passar hoje para a Dra ou Dr  ver-me.
Está tudo bem, não é grave vou tomar mais uma caixa de antibiótico.
Com a Oncologia o Dr tem que ver umas análises que fiz onde prova que não estou na menopausa para poder tratar do assunto. Possivelmente terei que levar a dita injecção que me trava o funcionamento dos ovários e com isso deixar de ser mestruada.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Telefonei de novo para o IPO porque drenou durante a noite. Quem me atendeu foi a enfermeira que me fez o penso, como hoje há tarde já não apanhava um cirurgião plástico a tempo. ficou para amanhã de manhã. Tenho consulta de oncologia ás 9,30h e ás 8,00h vou ao pavilhão central para a Dra Inês num intervalo de cirurgias me ver.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Cancro da mama

Imagem ilustrativa

Detectar precocemente o cancro da mama aumenta as hipóteses de cura. Saiba como.

O que é o cancro da mama?
O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. É muito mais frequente nas mulheres, mas pode atingir também os homens.
O cancro da mama apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama pela sua consistência.
Que cuidados se devem ter para detectar o cancro da mama?
O diagnóstico precoce do cancro da mama é fundamental, pois aumenta as hipóteses de cura. Evita que o cancro se espalhe para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.
Para que seja diagnosticado precocemente, é importante que:

  • Faça um auto-exame das mamas mensalmente, após o período menstrual;
  • Vá ao médico especialista em patologia mamária uma vez por ano;
  • Participe em programas de rastreio.
O exame clínico da mama pode confirmar ou esclarecer o seu auto-exame.
Quais são os sintomas mais comuns no cancro da mama?
  • Aparecimento de nódulo/endurecimento da mama ou debaixo do braço (na axila);
  • Mudança no tamanho ou no formato da mama;
  • Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
  • Corrimento pelo mamilo, com ou sem sangue;
  • Retracção da pele da mama ou do mamilo.
Ao sentir qualquer alteração nas mamas deve consultar o seu médico.
Como é feito o diagnóstico clínico do cancro da mama?
Para fazer o diagnóstico, o médico submeterá a mulher a um cuidadoso exame clínico e fará algumas perguntas sobre a história familiar. Fará também a palpação das mamas com as mãos, pois só assim poderá sentir a presença de um nódulo. O médico poderá solicitar alguns exames, tais como:
  • Mamografia: o principal exame das mamas, realizado através de raios X específicos para examinar as mamas. Como é muito preciso, permite ao médico saber o tamanho, localização e as características de um nódulo com apenas alguns milímetros, quando ainda não poderia ser sentido na palpação.
    Faça uma mamografia de rotina sempre que solicitada pelo seu médico. 
  • Ultrassonografia (ecografia): deve complementar sempre a mamografia e informa se o nódulo é sólido ou contém líquido (quisto).
  • Citologia aspirativa: com uma agulha fina e uma seringa, o médico aspira certa quantidade de líquido ou uma pequena porção do tecido do nódulo para exame microscópico. Esta técnica esclarece se é um quisto (preenchido por líquido), que não é cancro, ou de um nódulo sólido, que pode ou não corresponder a um cancro.
  • Biópsia: procedimento (cirúrgico ou não) para colher uma amostra do nódulo suspeito. O tecido retirado é examinado ao microscópio pelo patologista. Este procedimento permite confirmar se estamos perante um cancro da mama.
  • Receptores hormonais (estrógenio e progesterona): caso a biópsia permita o diagnóstico de um cancro, estes testes de laboratório revelam se as hormonas podem ou não estimular o seu crescimento. Com esta informação, o médico pode decidir se é ou não aconselhável incluir no plano de terapêutico um tratamento à base de antagonistas daquelas hormonas, isto é, medicamentos que contrariam o seu efeito. A amostra do tecido do tumor é colhida durante a biópsia.
Caso a biópsia detecte um tumor maligno, outros testes laboratoriais serão feitos no tecido para que se obtenham mais dados a respeito das características do tumor.
Também poderão ser solicitados exames - raios X, exames de sangue, ecografia, cintilograma (exame no qual uma pequena quantidade de um produto radioactivo é utilizado para obter imagens) ósseo, provas de função hepática etc. - para verificar se o cancro está presente em outros órgãos do corpo.
Todos os testes e exames solicitados e a definir pelo médico têm como objectivo avaliar a extensão e o estádio da doença no organismo.
O sistema de estadiamento do cancro da mama leva em conta o tamanho do tumor, o envolvimento de gânglios linfáticos da axila próxima à mama e a presença ou não de metástases à distância.
Há vários tipos de cancro da mama?
Sim. O tratamento e o prognóstico variam de doente para doente e em função do tipo de tumor.
Quase todos os tumores malignos da mama têm origem nos ductos ou nos lóbulos da mama, que são tecidos glandulares. Os dois tipos mais frequentes são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.
  • Carcinoma ductal “in situ” (CDIS): é o tumor da mama não invasivo mais frequente. Praticamente todas as mulheres com CDIS podem ser curadas. A mamografia é o melhor método para diagnosticar o cancro da mama nesta fase precoce.
  • Carcinoma lobular “in situ” (CLIS): embora não seja um verdadeiro cancro, o CLIS é, por vezes, classificado como um cancro da mama não invasivo. Muitos especialistas pensam que o CLIS não se transforma num carcinoma invasor, mas as mulheres com esta neoplasia têm um maior risco de desenvolver cancro da mama invasor.
  • Carcinoma ductal invasor (CDI): este é o cancro da mama mais frequente. Tem origem nos ductos e invade os tecidos vizinhos. Nesta fase pode disseminar-se através dos vasos linfáticos ou do sangue, atingindo outros órgãos. Cerca de 80 por cento dos cancros da mama invasores (ou invasivos) são carcinomas ductais. 
  • Carcinoma lobular invasor (CLI): tem origem nas unidades produtoras de leite, ou seja, nos lóbulos. À semelhança do CDI, pode disseminar-se para outras partes do corpo. Cerca de dez por cento dos cancros da mama invasores são carcinomas lobulares.
  • Carcinoma inflamatório da mama: este é um cancro agressivo, mas raro.
Há ainda outros tipos de cancro da mama mais raros, como o Carcinoma Medular, o Carcinoma Mucinoso, o Carcinoma Tubular e o Tumor Filóide Maligno, entre outros.

Como se trata o cancro da mama?

A escolha entre as diversas opções de tratamento depende do estádio da doença, do tipo do tumor e do estado geral de saúde da paciente. O especialista em patologia mamária é o profissional médico mais indicado para avaliar e escolher o tratamento mais adequado a cada caso.

Dependendo das necessidades de cada doente, o médico poderá optar por um ou pela combinação de dois ou mais tratamentos.
  • Cirurgia: é o tratamento inicial mais comum e o principal tratamento local. O tumor da mama será removido, assim como os gânglios linfáticos da axila. Estes gânglios filtram a linfa que flui da mama para outras partes do corpo e é através deles que o cancro pode alastrar. Existem vários tipos de cirurgia para o cancro da mama, que são indicados de acordo com a fase evolutiva do tumor, a sua localização ou o tamanho da mama. 
  • Radioterapia: utiliza raios de alta energia que têm a capacidade de destruir as células cancerosas e impedir que elas se multipliquem. Tal como a cirurgia, a radioterapia é um tratamento local. A radiação pode ser externa ou interna. 
  • Quimioterapia: é a utilização de drogas que agem na destruição das células malignas. Podem ser aplicadas através de injecções intramusculares ou endovenosas ou por via oral. 
  • Hormonoterapia: tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber a hormona que estimula o seu crescimento. O tratamento pode incluir o uso de drogas, que modificam a forma de actuar das hormonas, ou a cirurgia, que remove os ovários - órgãos responsáveis pela produção dessas hormonas. Da mesma maneira que a quimioterapia, a terapia hormonal actua nas células do corpo todo.
  • Reabilitação: vem auxiliar os métodos de tratamento para que a paciente tenha melhor qualidade de vida. É feita através da cirurgia plástica de reconstrução e dos serviços médicos de apoio (fisioterapia, psicologia, etc.).
O tratamento cirúrgico é para tirar a mama?

Não necessariamente. Há diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento de cancro da mama:
  • Tumorectomia: é a cirurgia que remove apenas o tumor. Em seguida, aplica-se a terapia por radiação. Às vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva. É aplicada em tumores mínimos.
  • Quadrantectomia: é a cirurgia que retira o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor. É, pois, um tratamento que conserva a mama.
    A radioterapia é aplicada após a cirurgia.
  • Mastectomia simples ou total: é a cirurgia que remove apenas a mama. Às vezes, no entanto, os gânglios linfáticos mais próximos também são removidos. É aplicada em casos de tumor difuso. Pode manter-se a pele da mama, que auxiliará muito a reconstrução plástica.
  • Mastectomia radical modificada: é a cirurgia que retira a mama, os gânglios linfáticos das axilas e o tecido que reveste os músculos peitorais.
  • Mastectomia radical: é a cirurgia que retira a mama, os músculos do peito, todos os gânglios linfáticos da axila, alguma gordura em excesso e pele. Raramente utilizada.

Data de publicação 13.12.2005

retirado:http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/cancro/cancro+mama.htm

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Gostei!

Miguel Esteves CardosoMiguel Esteves CardosoPortugaln. 1955Crítico/Escritor/Jornalista
O que Distingue um Amigo VerdadeiroNão se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas. 

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta. 

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'
Mais uma ida ao IPO desta vez para ser observada pelo Cirurgião Plástico Dr. Alberto. Disse que estava tudo a correr bem e espera-me de hoje a oito dias. Segui para a sala de enfermagem onde tinham ordem para me retirar o dreno, graças a Deus estou livre daquilo. Sentia-me presa, dependente, até tinha dores no local e ainda tenho. Já para não falar das dores a dormir!
Também retiraram um tipo de adesivos (não sei o nome) que são colocados sobre os pontos, fazem-me sentir repuxada, incomodam bastante :( mas está tudo a correr muito bem :) a enfermeira disse que estava impecável. A quem tenho mostrado confirmam :)))
Boa semana!!


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