
Um blog que veio dar continuidade ao Brilho dos Anjos onde relatei a minha passagem pelo cancro da mama
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com intensidade. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.
Pessoas com energia positiva e alto astral são sempre bem vindas e que nao existe coisa melhor no mundo do que viver,curtir e gozar a vida, que passa rápido e daqui não levaremos nada, a não ser toda a experiência e as amizades
Charles Chaplin
Charles Chaplin
quarta-feira, 13 de junho de 2012
- Do tamanho de uma caixa de sapatos ou tão grandes como a imaginação, os tronos de Santo António são hoje uma tradição quase extinta. É um costume que vive em memórias e arquivos.Caminhando pela Alfama dos anos 1950, Maria de Portugal rendeu-se aos tronos de Santo António. Ao santo há muito que se havia rendido. É de lá que fala. O seu olhar ficou preso "nos miúdos que faziam tronos à porta de casa com bancos e a imagem do santo".
A antiga presidente da Associação de Artesãos de Lisboa, hoje com 94 anos, facilmente se perde no seu álbum de recordações. O Concurso de Tronos de Santo António conheceu forma pela primeira vez em 1982, ano em que Maria de Portugal fundou a associação. O objectivo era "preservar tradições que não se devem perder". Em Junho celebra-se o santo, mas o famoso "um tostãozinho para o Santo António" do Pátio das Cantigas já se começava a ouvir em Maio pela Lisboa dos manjericos. A frase ficou. Os tronos são hoje mais difíceis de encontrar.
Alfama parece esquecida. Muitas portas e algumas perguntas depois, no número 34 da Rua da Regueira, Margarida Almeida confirma que esta tradição não era só enredo de filmes. "Na minha criação, todos fazíamos. Faziam-se os tronos consoante o jeito e as possibilidades." E acrescenta: "Os que dizem que não se lembram é porque têm vergonha de dizer que pediam."
A dona da mercearia explica que tinha sempre "um banquinho à porta, com uma gaveta para o tostão, em que punha um napperon todos os dias limpinho". O marido, Augusto, assente e até traz um banco da mercearia para exemplificar.
A saudade daquele tempo está-lhes estampada no rosto. Dizem que na mesma Alfama que não envelhece "está tudo a morrer, o bairrismo está a morrer. Só temos uma marcha que é uma doença".
Os tronos, que na origem eram réplica do altar da Igreja de Santo António, ficaram presos "ao engodo do dinheiro, agora anda-se de lata na mão [a pedir para o santo]", contam. Alfama, que em nova "vestiu a blusa clarinha", veste o velho, o novo e o usado, sempre bordado com linhas de recordações. E pelos "becos, escadinhas, ruas estreitinhas" enxerga-se o medo a quem não se conhece.
Com a promessa de que ao final da tarde muita gente lá estaria, o largo do chafariz de dentro está deserto, mas na padaria, quando se ouve falar em tronos de Santo António, as vozes levantam-se. Dulce é a primeira a falar. Do Santo António só sabe o "responso" que lhe reza quando alguma coisa precisa de encontrar: "Gosto muito dele, agora trono? Isso nunca fiz", conta.
Todos riem e é Maria Hermínia quem leva o assunto num tom mais sério e recorda: "Pedia um tostãozinho ao Santo António para comprar uns sapatinhos." Uma voz apressada interrompe: "Eu e os meus irmãos gastávamos tudo em doces e guloseimas. O meu pai não gostava, assim que ele chegava fugíamos todos para casa." A crise chegou ao santo e, por isso, em Alfama, "vêem-se muitos retiros para vender sardinhas. Santo nem vê-lo", diz Fátima Brito, funcionária da padaria. E "este ano ainda vai ser pior", acrescenta.
Fim da tradição
Os tronos eram por vezes obra de muitos. Os pátios reuniam-se para a construção dos tronos com o apoio das colectividades do bairro. Os concursos promovidos por jornais como o Diário Popular e pela autarquia de Lisboa, com direito até a prémio pecuniário, funcionavam como incentivo.
Talvez por isso, o mais célebre trono de Alfama seja o da Rua dos Corvos, elaborado com o apoio do Corvense, uma das colectividades do bairro. Jorge Antunes foi um dos últimos envolvidos na construção do trono e não é fácil convencê-lo a falar sobre o tema: "Alguns dos tronos do Corvense correram o mundo", diz. E conta que chegou a fazer "uma réplica da Igreja de Santo António com o seu altar-mor", ou a "representação do Sermão de Santo António aos Peixes", entre outros.
Período
Hoje ia à
mas apareceu-me o
agora estendo o meu estado de ontem
por isso fomos comer ao almoço uma sardinhada que nos soube muito bem e fiquei por
f

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terça-feira, 12 de junho de 2012
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