
Um blog que veio dar continuidade ao Brilho dos Anjos onde relatei a minha passagem pelo cancro da mama
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Como conseguem?
Como é que ninguém se lembrou de estudar os cães? São eles que têm o segredo da felicidade.
No dia das tempestades dois cães corriam, doidos de tão contentes, pela praia. Perseguiam as farripas de espuma do mar.
Ao restaurante onde estávamos a almoçar chegaram dois amigos com dois cães igualmente bem-dispostos. Com uma sincronia olímpica estavam os dois a sorrir e a olhar fixamente para os donos. "Estão na expectativa", explicaram-nos.
E era verdade. Acreditavam que, no futuro imediato, haveria petiscos para eles. Estavam com as duas pessoas de que mais gostam no mundo, à espera de comer qualquer coisita boa. Como é que não poderiam estar optimistas?
"Nós não somos assim", disse um dos seres humanos. Pois não. Nós somos neuróticos. Pensamos sempre que poderíamos estar melhor: poderia ser Verão; poderíamos ser mais novos; poderíamos ter mais tempo para estarmos uns com os outros.
Os cães nunca pensam nessas merdas. Não perdem tempo ou energia mental a contemplar alternativas. Estão cem por cento no aqui e no agora. Acham que as condições actuais são excelentes, que têm imensa sorte de estar ali e que tudo indica que as coisas ainda vão – inconcebivelmente – melhorar.
Como é que ninguém se lembrou de estudar os cães? São eles que têm o segredo da felicidade. Sabem amar como ninguém e fazem a festa toda com os pequenos gestos de amor que recebem das pessoas que amam.
Duas gaivotas palermas divertiam-se a desafiar a ventania, fingindo que estavam imóveis, suspensas por dois fios. Desprezavam a alegria dos cães. Mas faziam mal.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A águia
A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um vôo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso vôo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos. Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um vôo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo vôo para uma nova vida. Um vôo de vida nova e feliz.
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